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Roteiro cicloturistico…Viseu – Nelas – Seia – Nelas –
Viseu
Texto e fotos: José Morais

O
cicloturismo pode definir-se de diversas formas, são
eventos sem fins competitivos, praticados de diversas
formas. O mais tradicional em Portugal, são os
tradicionais passeios domingueiros, organizados, que
junta muitas vezes centenas de participantes, tem uma
distância que varia entre os 40 e 70 quilómetros
aproximadamente, onde uma viatura é colocada na frente
dos participantes, mantendo uma velocidade entre os 15 e
os 25 a 30 quilómetros hora.
Depois existem os passeios mais longos, que ultrapassam
os 100 kms, uns realizados num dia, outros em 2, são
passeios que exigem mais esforço, mais preparação.
Existem em países como em França, outro tipo de passeios
que habitualmente em Portugal não existe hábito em
realizar. São saídas de participantes diversos locais,
com um destino, onde se concentram depois de fazerem um
determinado número de kms, e convivem no final.

Porem, o cicloturismo é a junção da bicicleta mais do
turismo, o que dá pelo nome de “Cicloturismo”, e essa é
uma das modalidade que muitos gostam de praticar
sozinhos ou em pequenos grupos, percorrendo locais sem
duvida maravilhosos, que só se podem encontrar a
pedalar, já que de automóvel é totalmente impossível, e
assim partem há aventura.
Portugal é um país onde se podem encontrar roteiros
cicloturisticos maravilhosos, desta forma iniciamos aqui
hoje um novo espaço, onde vamos tentar trazer alguns
dessas maravilhas, na certeza de que os mesmos possam
satisfazer muitos leitores.
Neste nosso primeiro “Roteiro”, viajamos até ao centro
do país, e para quem queira um fim-de-semana cheio de
boas pedaladas e diferente, aqui fica a sugestão. Viseu,
terra de Viriato, será o local de partida, com um
concelho imenso, onde podemos encontrar muita história,
e desfrutar de boas pedaladas, proponho um passeio
diferente, onde o destino será Seia. E porque Seia,
porque ai encontra coisas maravilhosas, entre elas dois
locais a não perder, o “Museu do Pão” e o Museu do
Brinquedo”. Será um passeio que rondará os cerca de 85
kms, de dificuldade média.

Dou então como ponto de partida o Palácio do Gelo em
Viseu, apenas por mero ponto de referência, seguimos
então a estrada em direcção a Nelas, que fica a cerca de
20 kms. Aqui podemos dar uma visita pela vila, a qual
sugerimos um salto até Caldas de Felgueiras a cerca de 5
kms, desfrutando de locais maravilhosos.
Depois retomamos a estrada até Seia, cerca 20 kms de
distância. Ao entrarmos na cidade, umas pedaladas pela
mesma descobrindo alguns pontes de interesse é sempre
importante. Seguimos então rumo ao “Museu do Pão”, o
qual fica à saída de Seia na subida para a Serra da
Estrela, aqui um dos pontos de interesse da nossa
visita, sugerimos que conheça aquela riqueza histórica,
algo inexplicável, e depois no final, terminar a visita
com um suculento almoço no seu restaurante, algo a não
perder. O Museu do Pão é um complexo museológico privado
onde se exibem e preservam as tradições, história e arte
do pão português.
Em mais de 3.500m² o visitante encontra uma gama de
actividades destinadas à cultura, pedagogia e lazer.

Através de quatro salas expositivas e de vários outros
espaços do complexo museológico, poderá conhecer os
antigos saberes e sabores da terra portuguesa.
Passada a manhã, sugerimos cerca das 14,30/15 horas
retomar então o nosso passeio, começando a descer,
procura as placas “Museu do Brinquedo”, e ai, fazer a
segunda visita obrigatória deste nosso roteiro. Seia
mostra aqui neste Museu algo inesquecível, e os mais
idosos, podem ali recordar muitas coisas da sua
meninice, da sua juventude, podemos até ver uma réplica
de uma escola antiga, que muitos irão recordar com muita
saudade, mas, tenho de salientar que a mascote do Museu
é a bicicleta, algo que ainda dá mais prazer em ver.
Depois da visita, será então tempo de regressar, o
trajecto até Viseu será o mesmo, pouco mais de 40 kms
para percorrer, o qual será feito sem duvida com muito
prazer, e a certeza de um dia diferente.
O comentário final:
“Roteiro Cicloturistico”, é um novo capitulo que
queremos oferecer aos nossos leitores como já referimos
atrás, são sugestões que podem ser aproveitadas por
muitos na integra ou parcialmente, ou com algumas
alterações, onde a satisfação de pedalar, se irá
contemplar com o turismo e as paisagens em redor.
Este primeiro roteiro é acessível, escolhemos alguns
pontos importantes, o qual destacamos o Museu do Pão”,
pela sua beleza e pelo muito que nos pode ensinar, o
“Museu do Brinquedo”, pelas coisas maravilhosas que
muitos de viram, brincaram, e podem recordar, sendo por
isso um local a não perder.
Poderíamos alterar ligeiramente o trajecto, e para quem
não quisesse regressar a Viseu, então sugeríamos a
subida ao alto da Torre, são mais 30 kms, mas ai
atenção, seria necessário um carro de apoio, e um
preparação melhor, já que a dificuldade seria mais alta,
caso voltassem a Viseu, depois de um belo banho à
chegada e um bom sonho, no outro dia, os arredores
seriam excelentes para um pequeno circuito.
As dicas aqui ficam, as sugestões também, a decisão é
vossa, mas uma certeza fica, vale a pena, e para maior
entusiasmo aqui ficam as histórias dos locais, e algumas
fotos para ilustrar e entusiasmar.
Bons passeios, boas pedaladas…

Viseu:
Viseu é uma cidade portuguesa[1], capital do Distrito de
Viseu, na região Centro e subregião de Dão-Lafões, com
47 250 habitantes[2] (68.000 no perímetro urbano).
É sede de um município com 507,10 km² de área[3], com 34
freguesias e 98 167 habitantes segundo os últimos dados
do INE de 2006. O município é limitado a norte pelo
município de Castro Daire, a nordeste por Vila Nova de
Paiva, a leste por Sátão e Penalva do Castelo, a sueste
por Mangualde e Nelas, a sul por Carregal do Sal, a
sudoeste por Tondela, a oeste por Vouzela e a noroeste
por São Pedro do Sul.
Para além de sede de distrito e de concelho, Viseu é
igualmente sede de Diocese e de Comarca. Alberga
inúmeros serviços estatais.
Segundo um estudo da DECO de 2007, Viseu é a melhor
cidade, entre as 76 do estudo, para se viver em
Portugal[4].
Símbolos e etimologia
Segundo a lenda da cidade, em pleno processo de
Reconquista, um membro de um grupo de guerreiros chegado
à cidade pelo lado oriental, onde se intersectam os rios
Pavia e Dão, perguntou: «Que viso (vejo) eu?». Desta
pergunta, nasceria o nome da cidade.
No entanto, entre os anos 712 e 1057, intervalo da
ocupação árabe, Viseu era conhecida por Castro Vesense —
Vesi significada "visigodo".
Outra lenda, mais verossímil e referida no brasão da
cidade, sugere que teria vivido na região um rei de nome
D. Ramiro II (provavelmente Ramiro II de Leão) que, em
viagem para outras terras, conheceu Sara, a irmã de
Alboazar, rei do castelo de Gaia, por quem se apaixonou.
Tal foi a paixão que se apoderou do rei, que este raptou
Sara. Ao saber do sucedido, o irmão de Sara vingou-se
raptando a esposa do rei, D. Urraca. Ferido no orgulho,
D. Ramiro teria escolhido em Viseu alguns dos seus
melhores guerreiros para o acompanharem, penetrando
sorrateiramente no castelo, e deixando os guerreiros nas
proximidades. Enquanto Alboazar caçava, D. Ramiro
conseguiu entrar no castelo e encontrar D. Urraca que,
sabendo da traição do marido, recusou-se a acompanhá-lo.
Quando Alboazar regressou da caça, D. Urraca decide
vingar-se do marido mostrando-o ao raptor. Ramiro,
aprisionado e condenado à execução, pede para, como
último desejo, morrer ao som da sua buzina, que era o
sinal que tinha combinado com os soldados para entrarem
no castelo. Ao final do sexto toque, os soldados cercam
imediatamente o castelo, incendiando-o. Alboazar
morreria às mãos dos soldados do rei Ramiro.

História
As origens de Viseu remontam à época castreja e, com a
Romanização, ganhou grande importância, quiçá devido ao
entroncamento de estradas romanas de cuja prova restam
apenas os miliários (passíveis de validação pelas
inscrições) que se encontram: dois em Reigoso (Oliveira
de Frades), outros dois em Benfeitas (Oliveira de
Frades), um em Vouzela, dois em Moselos (Campo), um na
cidade (na Rua do Arco), outro em Alcafache (Mangualde)
e mais dois em Abrunhosa (Mangualde); outros mais
existem, mas devido à ausência de inscrições, a origem é
duvidosa. Estes miliários alinham-se num eixo que parece
corresponder à estrada de Mérida (Espanha), que se
intersectaria com a ligação Olissipo-Cale-Bracara,
outros dois pólos bastante influentes. Talvez por esse
motivo se possa justificar a edificação da estrutura
defensiva octogonal, de dois quilómetros de perímetro —
a Cava de Viriato [5].
Viseu está associada à figura de Viriato, já que se
pensa que este herói lusitano tenha talvez nascido nesta
região. Depois da ocupação romana na península,
seguiu-se a elevação da cidade a sede de diocese, já em
domínio visigótico, no século VI. No século VIII, foi
ocupada pelos muçulmanos, como a maioria das povoações
ibéricas e, durante a Reconquista da península, foi alvo
de ataques e contra-ataques alternados entre cristãos e
muçulmanos. De destacar a morte de D. Afonso V de Galiza
e Leão rei de Leão e Galiza no cerco a Viseu em 1027
morto por uma flecha oriunda da muralha árabe (cujos
vestígios seguem a R. João Mendes, Largo de Santa
Cristina e sobem pela R. Formosa). A reconquista
definitiva caberia a Fernando Magno, rei de Leão e
Castela depois de assassinar em 1O37 o legítimo Rei
Bermudo III (filho de Afonso V) vencedor da batalha de
Cesar em 1035 (segundo a crónica dos Godos).
Mesmo antes da formação do Condado Portucalense, Viseu
foi várias vezes residência dos condes D. Teresa e D.
Henrique que, em 1123 lhe concedem um foral. Seu filho
D. Afonso Henriques nasceu em Viseu a 5 de Agosto de
1109. O segundo foral foi-lhe concedido pelo filho dos
condes, D. Afonso Henriques, em 1187, e confirmado por
D. Afonso II, em 1217.
Já no século XIV, durante a crise de 1383-1385, Viseu
foi atacada, saqueada, e incendiada pelas tropas de
Castela e D. João I mandou erigir um cerco muralhado
defensivo[6] — do qual resta pouco mais que a Porta dos
Cavaleiros e a Porta do Soar, para além de escassos
troços de muralha — que seriam concluído apenas no
reinado de D. Afonso V — motivo pelo qual a estrutura é
conhecida pelo nome de muralha afonsina — já com a
cidade a crescer para além do perímetro da estrutura
defensiva.
No século XV, Viseu é doada ao Infante D. Henrique, na
sequência da concessão do título de Duque de Viseu, cuja
estátua, construída em 1960, se encontra na rotunda que
dá acesso à rua do mesmo nome. Seu irmão D. Duarte,
(rei) nasceu em Viseu, 31 de Outubro de 1391.
No século XVI, em 1513, D. Manuel I renova o foral de
Viseu, e assiste-se a uma expansão para actual zona
central, o Rossio que, em pouco tempo, se tornaria o
ponto de encontro da sociedade, e cuja primeira
referência data de 1534. É neste século que vive Vasco
Fernandes, um importante pintor português cuja obra se
encontra espalhada por várias igrejas da região e no
Museu Grão Vasco, perto da Sé.
No século XIX é construído o edifício da Câmara
Municipal, no Rossio, transladando consigo o centro da
cidade, anteriormente na parte alta. Daí ao cume da
colina, segue a Rua Direita, onde se encontra uma grande
parte de comércio e construções medievais.
Cultura
Desde o século XVIII, Viseu passou a dispor de duas
feiras: a de todas as primeiras terças-feiras de cada
mês, que actualmente se realiza às terças-feiras, todas
as semanas; e a Feira Franca, anual, cuja referência se
tem durante um inquérito realizado para o Dicionário
Geográfico de Luís Cardoso, em 1758, em que um cura da
cidade afirma que as produções agrícolas da cidade «não
só fazem a terra abundante mas sustentam por mais de
doze dias, quatro ou cinco mil pessoas que efectivamente
habitam nesta cidade pelo tempo da Feira Franca».
Alguns autores atribuem a criação da feira a D. Sancho I
(1188) e a sua legalização por D. João I, mas foi D.
Duarte que a transferiu para a Ribeira, mais tarde
denominado Campo de Viriato, e para o dia 21 de
Setembro, dia de São Mateus. A feira seria suspendida
até ao restabelecimento por D. Afonso V, agora de
duração de 15 dias, e com início a 20 de Outubro, a
decorrer novamente dentro da Cava. Já no reinado de D.
Manuel I, a feira é deslocada para o Rossio de Santo
António, actual Praça da República e, mais tarde,
retransladada para o Campo de Viriato, desta vez a
decorrer entre 5 de Outubro e 8 de Setembro. Nos dias de
hoje, a feira tornou-se também conhecida por Feira de
São Mateus.

Nelas
Nelas é uma vila portuguesa no Distrito de Viseu, região
Centro e subregião do Dão-Lafões, com cerca de 4 100
habitantes.
É sede de um município com 127,82 km² de área e 14 283
habitantes (2001), subdividido em 9 freguesias. O
município é limitado a nordeste pelo município de
Mangualde, a sueste por Seia e Oliveira do Hospital, a
oeste por Carregal do Sal e a noroeste por Viseu. O
concelho designou-se Senhorim até 1852 quando a sede
passou para Nelas.

Caldas de Felgueira
Embora referida, nas memórias paroquiais mandadas fazer
em 1758 pelo Marquês do Pombal, apesar de não se fazer
menção à povoação já se faziam referências à existência
de uma "nascente quente e sulfúrica no limite do lugar
de Vale de Madeiros", não eram ainda conhecidas em 1726,
pois não vêm mencionadas no Arquipélago Medicinal,
publicado precisamente em 1726, um verdadeiro
recenseamento das nascentes termais de então.
No entanto, é no começo do séc. XIX que se inicia a
utilização das águas das Caldas da Felgueira em doentes
que sofriam de males de pele e a consequente edificação
de casas e criação.
De nome, pelo menos, conhece o leitor as Caldas da
Felgueira, enquadrada num dos mais lindos rincões da
Beira Alta, com o poético Mondego dos salgueirais a
bordejá-la e onde o próprio ar parece distribuir saúde
aos padecentes que ali ocorrem em busca desse bem, que
uma vez perdido, raramente de novo se alcança.
É, na verdade, um éden: o seu reino vegetal atrai; o
ambiente embriaga; e o dorso gigantesco da Serra-mor, em
frente, faz-nos convencer que estamos num dos mais
ridentes canteiros deste rincão a que se convencionou
chamar " Jardim à beira-mar plantado "...
A região tem sido "cantada" por escritores e poetas.
Os sentimentalistas têm ali vasta área para alimentar os
olhos do espírito. Desde a Felgueira (povoação) - a "Felgueira
de Canta-Galo" - até à interessante margem do Mondego,
que ali divide os distritos de Coimbra e Viseu. De lá ,
os pinheirais das encostas, impregnando o ar de um odor
saudável e tonificante; e de cá, a típica vivenda beirã
estilizada (...)
- Numa palavra, todo o ambiente propício à apreciação
das coisas da Natureza-Mãe. (...) deveria ter-se
localizado ali ou proximidades o Paraíso Terreal..."

Seia:
Seia é uma cidade portuguesa pertencente ao Distrito da
Guarda, Região Centro e subregião da Serra da Estrela,
com cerca de 5 702 habitantes. [1] É a maior cidade da
subregião da Serra da Estrela e segunda maior cidade do
Distrito da Guarda, pertence à grande área metropolitana
de Viseu e fica sensivelmente equidistante entre as
cidades da Guarda e Viseu. É neste concelho que se situa
o ponto mais elevado de Portugal Continental e o segundo
ponto mais alto de todo o país, apenas atrás da Montanha
do Pico, nos Açores.
É sede de um município com 435,92 km² de área e 28 145
habitantes (2001), subdividido em 29 freguesias. O
município é limitado a norte pelos municípios de Nelas e
Mangualde, a nordeste por Gouveia, a leste por
Manteigas, a sueste pela Covilhã, a sudoeste por Arganil
e a oeste por Oliveira do Hospital. Neste município está
localizado o ponto mais alto de Portugal continental, a
Torre, na Serra da Estrela, com 1.993 metros de
altitude. O concelho de Seia abrange uma grande parte da
Serra da Estrela e é também o único de Portugal onde
existe uma estância de esqui natural, a Estância de
Esqui Vodafone, localizada dentro dos limites da
freguesia de Loriga.
Dista 98 Km de Coimbra, 67 Km da Guarda e 45 Km de
Viseu. É servida principalmente pela Nacional 17 e
Nacional 231, que permitem uma ligação à A25, A24 e IP3.
O clima do concelho é temperado, com temperaturas
moderadas no Verão e frio no Inverno, com temperaturas
muito baixas e ocorrências de neve, por vezes
abundantes, nas partes mais elevadas da Serra da
Estrela. Quanto ao regime de precipitações, há uma
pequena estação seca, que compreende os meses de Verão
de Julho e Agosto.

História
Oppidum Sena, antiga cidade de Sena, hoje Seia, foi
fundada há cerca de 2400 anos, pelos Túrdulos. O rei
godo Wamba, que iniciou o seu reinado em 672, fixou os
limites da diocese de Egitânia até aos domínios da então
cidade de Sena.
A cidade de Sena, que durante muito tempo foi dominada
pelos Árabes, foi definitivamente reconquistada por D.
Fernando Magno, em 1055, tendo mandado edificar o seu
castelo. A crónica do monge Silas relata a violência do
ataque e como os Godos puseram em fuga desordenada os
ocupantes da Oppidum Sena (cidade de Sena) em direcção à
Oppidum Visense (cidade de Viseu).
Salientando a importância de Seia, já D. Teresa, no
foral de Talavares, se referia à então cidade nos
seguintes termos: "D. Tarasia regnante in Portucale,
Colimbria, Viseu et Sena [...]". (Trad.: D. Teresa, que
reina em Portugal, Coimbra, Viseu e Seia (...))
Em 1132, o rei D. Afonso Henriques fez doação de Seia ao
seu valido João Viegas por reconhecimento dos serviços
prestados. Em 1136, Seia tem o seu primeiro foral, dado
pelo mesmo monarca, que a designa por Civitatem Senam
(cidade de Seia). Outros forais se seguiram como o de D.
Afonso II, em Dezembro de 1217, o de D. Duarte, em
Dezembro de 1433, o de D. Afonso V, em Agosto de 1479,
e, finalmente, o de D. Manuel I, em 1 de Junho de 1510.
Em 1571, no reinado de D. Sebastião, foi fundada a
Misericórdia de Seia.
Nos momentos decisivos da História de Portugal, Seia
esteve sempre presente. Na Revolução de 1640, Seia tomou
parte activa, tendo os seus habitantes mandado forjar a
espada que D. Mariana de Lencastre, viúva de D. Luís da
Silva, 2°- alcaide-mor de Seia, entregou aos seus filhos
na vigília de sexta-feira para Sábado, 12 de Dezembro.
Foi em Seia que se realizou o último comício republicano
antes da implantação da República em 1910. Este comício
teve lugar no dia 25 de Setembro e foi presidido por
Afonso Costa.
"As fotos"
O
Museu Pão


O
Museu do Brinquedo
"A mascote do museu é a
bicicleta"

"Algumas bicicletas,
painéis, cartazes, fotos, brinquedos com as mesmas, que
podemos ver no Museu"




"Os brinquedos, as
revistas, e jogos, do antigamente"



"Quadros da antiga
Mocidade e Legião Portuguesa"

"Uma antiga sala de aulas
numa escola primária"

"Os livros, o material
escolar, os tinteiros, as celebres réguas, onde se pode
ver a muito conhecida "Meninas dos 5 olhos", a régua
redonda com 5 buracos ao centro"
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